Viajar transforma. E se tem uma coisa que aprendi nas minhas andanças pelo mundo, é que os destinos mais surpreendentes são, muitas vezes, aqueles que a gente quase não vê nos guias de viagem. Lugares que combinam autenticidade, paisagens incríveis e uma cultura tão rica que parece te envolver desde o primeiro momento.
Neste post, quero compartilhar 10 países que realmente me surpreenderam. Alguns são pouco conhecidos, outros até aparecem aqui e ali no Instagram, mas todos têm algo em comum: são inesquecíveis.
Geórgia
A Geórgia foi uma das maiores surpresas que já tive viajando, e provavelmente é o meu país favorito. Eu cheguei em Tbilisi sem grandes expectativas, mas a cidade me envolveu completamente. Com ruas de paralelepípedo, cafés charmosos e aquela mistura de Europa com Ásia, parecia que eu estava descobrindo um segredo bem guardado.
A culinária é maravilhosa — sério, eu poderia comer khinkali (dumpling) e Khachapuri todos os dias! E os vinhos? Espetaculares e na maioria dos lugares, caseiro. A região de Kakheti é considerada o berço do vinho no mundo, com vinícolas super antigas e familiares.
Mas o que mais me encantou foi a região montanhosa do Cáucaso. Passei dias explorando Stepantsminda e a famosa igreja de Gergeti, com vista para o monte Kazbegi, e a região de Mestia e Ushguli. É surreal de tão bonito.
Eslovênia
Sabe aquele lugar que parece ter sido feito sob medida para quem ama natureza? Assim é a Eslovênia. O país é pequeno, mas reúne tudo: montanhas, lagos, florestas e cidades organizadas.
O Lago Bled é um dos lugares mais mágicos que já vi. Remei até a ilha, visitei a igrejinha e ainda provei o tradicional kremšnita, um doce típico. Também explorei as cavernas de Postojna, que são gigantescas e impressionantes.
Liubliana, a capital, é limpa, charmosa e com uma vibe jovem. Tudo funciona bem, é seguro, e os eslovenos são muito receptivos. Uma joia escondida na Europa Central.
Alugue um carro para explorar o país. Dessa forma, você terá muito mais flexibilidade e conhecerá lugares diferentes durante a viagem.
Albânia
A Albânia foi um verdadeiro achado. Fui atrás de praias menos badaladas e me deparei com um dos litorais mais lindos da Europa — e sem multidões (fora da altissima temporada)!
A Riviera Albanesa tem lugares como Ksamil, com água cristalina, e Dhërmi, que tem um pôr do sol inacreditável. O custo da viagem é bem mais baixo que na vizinha Grécia, e as pessoas são simpáticas e orgulhosas de mostrar seu país.
Além do litoral, conheci Berat, a “cidade das mil janelas”, e Gjirokastër, ambas Patrimônio da Humanidade. Parecia que eu tinha voltado no tempo. É uma mistura de cultura, história e mar que vale muito a pena.
Ao norte, não deixe de visitar Theth, a região de montanhas espetaculares da Albânia.
Uzbequistão
Explorar o Uzbequistão foi como caminhar por um livro de história. Cada cidade que visitei parecia um cenário de filme antigo. Samarkand, Bukhara e Khiva me deixaram boquiaberto com suas mesquitas cobertas de mosaicos, cúpulas azuis e bazares cheios de especiarias.
O país faz parte da antiga Rota da Seda e, apesar de ter sido fechado por muito tempo, hoje está se abrindo ao turismo. A infraestrutura está melhorando, os trens são modernos e rápidos, e os uzbeques são extremamente acolhedores.
É um daqueles destinos que ainda conservam uma autenticidade rara, mesmo com todo o seu valor histórico.
Coreia do Sul
Quando fui para a Coreia do Sul, esperava modernidade. E encontrei — mas o que me surpreendeu mesmo foi a intensidade da cultura e da tradição que convivem com essa modernidade.
Seul é vibrante, cheia de luzes, tecnologia, mercados noturnos e bairros que parecem saídos do futuro. Mas ao mesmo tempo, pude visitar palácios como Gyeongbokgung, participar de cerimônias do chá e andar por ruas históricas em Bukchon Hanok Village.
A comida coreana é deliciosa, mesmo para quem não é muito fã de pimenta. E os coreanos são muito educados, respeitosos e interessados em compartilhar sua cultura.
Sri Lanka
O Sri Lanka é como uma versão compacta da Índia, só que muito mais tranquila para viajar, sem o perrengue da Índia, e com um dos povos mais fofos do mundo. Em poucos dias, consegui ver elefantes em safáris, visitar templos budistas, subir montanhas, curtir praias e até experimentar o melhor chá da minha vida.
Ella, nas montanhas, é linda e relaxante. Fiz o famoso trajeto de trem entre Kandy e Ella — e é tudo o que dizem e mais um pouco. A paisagem é absurda.
Também fiquei alguns dias em Mirissa, curtindo a praia e a vibe tranquila. O povo é super do bem, a comida é boa (com bastante curry e frutos do mar) e os preços são extremamente baratos (provavelmente o mais barato que fui na vida).
Nova Zelândia
A Nova Zelândia é um sonho para quem ama natureza. Você se sente dentro de um filme o tempo todo, não à toa foi cenário de “O Senhor dos Anéis”.
No sul, tem que ir à Milford Sound, um fiorde cercado de montanhas e cachoeiras. Em Queenstown, trilhas incríveis e bungee jump. Mas não perca outros lugares como Wanaka, Lake Tekapo e Mount Cook. No norte tem muitas praias de areia branca ou preta, gêiseres e muitacultura Maori em Rotorua.
Além das paisagens absurdas, o que me encantou foi o estilo de vida dos neozelandeses. Tudo gira em torno de bem-estar, natureza e respeito.
Colômbia
A Colômbia me surpreendeu demais. Cartagena é linda, com seu centro histórico colorido e bem preservado. À noite, a cidade ganha vida com música, danças e muita alegria.
Depois fui para Medellín, que hoje é um exemplo de transformação urbana. Peguei o metrô, usei os teleféricos para subir os morros e caminhei por lugares que, anos atrás, seriam impensáveis para turistas.
No eixo do café, conheci plantações de café e me hospedei em uma fazenda tradicional. A comida colombiana é deliciosa, e o povo… caloroso, gentil e sempre pronto para conversar. A Colômbia é vida, cores e energia.
Mas, o lugar que mais me surpreendeu foi o Deserto de la Guajira, um deserto em frete ao mar, na fronteira com a Venezuela. Inóspito, quase ninguem, natureza pura e energia boa.
Cazaquistão
Pouca gente pensa no Cazaquistão quando fala em viajar, e foi justamente isso que me atraiu. É um país gigantesco, cheio de contrastes e belezas inesperadas.
Em Almaty, antiga capital, me surpreendi com cafés modernos, parques arborizados e a vista das montanhas cobertas de neve logo ao fundo. Fiz uma trilha até o Lago Kaindy, onde árvores submersas emergem de águas turquesa — uma paisagem surreal.
Já em Nur-Sultan (antiga Astana), vi uma cidade com arquitetura futurista, prédios espelhados e espaços culturais modernos. É um destino ainda pouco turístico, mas que tem muito a oferecer.
Butão
Visitar o Butão foi uma das experiências mais transformadoras da minha vida. O país é totalmente voltado para o bem-estar coletivo e a preservação de sua cultura. Lá, o importante é a felicidade interna bruta — e você sente isso no ar.
O ponto alto da viagem foi a trilha até o Mosteiro do Ninho do Tigre, pendurado em um penhasco nos Himalaias. As vilas são tranquilas, o povo é sorridente e tudo parece funcionar em outro ritmo.
O Butão tem regras específicas para o turismo, incluindo taxas diárias obrigatórias. Mas se você quer se desconectar do mundo e se reconectar com o essencial, é o lugar certo.
Conclusão
Esses 10 países não são apenas diferentes — eles são transformadores. Cada um me mostrou algo novo sobre o mundo e sobre mim mesmo. São destinos que saem do óbvio, oferecem autenticidade e proporcionam experiências que vão muito além das fotos bonitas.
Se você quer viajar de forma mais consciente, cultural e intensa, essa lista é um ótimo começo.
E aí, qual desses lugares vai entrar no seu próximo roteiro?


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